“Place a beehive on my grave and let the honey soak through, when i am dead and gone that's what I want from you. The streets of heaven and gold and sunny, but I'll stick with my plot and a pot of honey. Place a beehive on my grave and let the honey soak through.”

Sue Monk Kidd

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Poeta de Rua

Não tenho morada certa
Mas resido dentro de mim

Ninguém pode roubar o meu sono
Não dependo dos outros para dormir.

Muitos moram em palácios
Mas são miseráveis mendigos.

De que adianta acumular tesouros
Se a alegria não podem comprar.







Poema do livro: "A Saga de um Pensador", de Augusto Cury

Poesia da Vida

Não sou poeta, 
nem considero aquilo que escrevo, poesia.
Sou apenas um mortal, estupidamente sentimental, que se deixa envolver na aura de mistério que o mundo que o rodeia comporta.
Há quem me considere louco, há quem encontre porem, entre os imensos defeitos que tenho, a maior das minhas qualidades.
Esse alguém alcança algo extraordinário que define a minha remota personalidade. 
A capacidade de amar, de gostar das pessoas sem avaliar preconceitos, etnia, cor ou orientação sexual.
Sou um amante. Amo, Amo quem merece, como merece e também o que lutou para merecer que o amasse. 
Oh lutador moribundo.... Tu que não conheceste amor no teu percurso de vida, toma agora a paz de espírito e sucumbe por fim, dando vitória á morte e acabando com o teu macabro sofrimento. 
Vai e serás amado. Se não for pela pátria que te reconhecerá, será por mim, que te vi sucumbir sofridamente para os salvares.

Prepétua Vida

Prepétua é a morte
Como uma prisão.
Não há forma de fuga e... o dia e a noite não existem
e a alma separa-se do corpo.
Prepétuo é o sopro delirante, que anestesia a linha da vida e nos impede de respirar.
Demonstração pura da agonia da morte
Tudo acaba e a vida parece não ter durado um único dia.
Agora, todos os dias que a morte nos trás, são passados na penumbra de um purgatório,
ansiando pela entrada num mundo alusivo aos contos de antigamente, onde se acredita que o céu existe.
É nesse momento que paro. Paro e reflito... De que me vale uma vida de tristezas e amargura, se num simples segundo, todo esse sentimento contido acaba e se desvanece na memória dos que ficam e me relembram.
Antecipo o pensamento da morte,para que este me dê, enquanto vivo, recados incessantes de que a vida não pode ser vivida num estado de estupidez onde deixamos que os maus sentimentos se apuderem da felicidade, da alegria de aproveitar cada momento e prende-lo depois a um livro sem final, que é a nossa história, o nosso percurso, a nossa memória.
Prepétua é a vida, que passa e passa e não espera para se cruzar com a morte. 
Quando esta chegar, o acordo de paz será selado e a vida terminará o seu papel no meu percurso como ser humano.
Ai começará um novo ciclo, prepétuo de dias para relembrar o que em tempos fui eu.

domingo, 18 de novembro de 2012

Dark Side

There's a place that i know
It's not pretty there and few have ever gone
If i show it to you now
Will it make you run away

Or will you stay
Even if it hurts

Even if i try to push you out
Will you return?
And remind me who i really am
Please remind me who i really am

Everybody's got a dark side
Do you love me?
Can you love mine?

Nobody's a picture perfect
But we're worth it
You know that we're worth it
Will you love me?
Even with my dark side?


Like a diamond
From black dust
It's hard to know
It can become
If you give up
So don't give up on me
Please remind me who i really am

Everybody's got a dark side
Do you love me?
Can you love mine?
Nobody's a picture perfect
But we're worth it
You know that we're worth it
Will you love me?
Even with my dark side?

Don't run away
Don't run away
Just tell me that you will stay
Promise me you will stay
Don't run away
Don't run away
Just promise me you will stay
Promise me you will stay


Will you love me? oh

Everybody's got a dark side
Do you love me?
Can you love mine?
Nobody's a picture perfect
But we're worth it
You know that we're worth it
Will you love me?
Even with my dark side?


Original by: Kelly Clarkson

sábado, 3 de novembro de 2012

Sentimentos simplificados


Sozinhos no quarto, na escuridão que nos rodeia, ai invadidos por variados pensamentos, escondidos, enterrados no nosso consciente. Mil ideias nos afogam, na nossa mente.
São nestes suspiros momentâneos de vida que damos por nós a pensar nos erros cometidos, erros por cometer, o amanhã que esta para vir.
Nestes momentos, as lágrimas rasos o olhar e com força a almofada agarramos como se fosse uma mão amiga ali depositada para nos ajudar e, ao mínimo barulho, paramos as nossas emoções e fingimos que nada se passa nada para além do momento propício que vivemos, pois não querermos ser apanhados pelo exterior… Uma mascara imposta pela sociedade, oh o medo se sermos quem somos, de quem poderemos quer ser. Dizem-nos que devemos lutar pela vida, e eu pergunto: Mas porque temos nós de lutar, se nem eles o fizeram?
Discussões, revoltas, guerras mundiais de sentimentos que, na nossa cabeça se passam, e queremos desabafar com alguém, mas no preciso momento em que a boca se nos abre, o ar é sugado e nem sempre contamos a história completa, pois envolve vergonha, receio.
Pensamos que seria mais fácil contar aos nossos melhores amigos, que nos conhecem, mas nem sempre é verdade, as vezes é com estranhos seres humanos com quem nos abrimos, pessoas que não nos conhecem de lado nenhum. Um desabafo é o simples grito de socorro que por muito baixo que seja, esta lá. Mostra nos que estamos vivos, é um aviso que a nossa jaula se tornou mínima em comparação com a agonia, um sinal da nossa liberdade a fugir-nos pelas mãos.
Mas a verdade é que, e digo-vos isto com o coração posto na balança, os nossos melhores amigos ajudam nisso, ajudam nos a encontrar a chave para a jaula, mostram- nos um mundo fora dela, relembram- nos que, dos pequenos momentos passados, ate um simples café, uma conversa, uma frase, que nos acalma, é um sorriso escondido que surge na nossa face.

Texto original por: Ricardo Castela 


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Secura da Vida

Não sei que dizer, nem sequer o que pensar.
A água que tinha perto de mim acabou, e a garganta, sinto-a seca.
Seca está também a minha vontade de escrever, de transmitir num mero papel, histórias da minha vida, do meu dia a dia e pensamentos vagos.
Estou cansado, estou agoniado e sem vontade nem tempo para perder com miseras e insignificantes criaturas que passam pela minha vida, e deixam a sua pequena em tamanho, mas imensa em dor e sofrimento, marca negra. Essas sim, são pessoas secas, pessoas desprezíveis.
Podia nomear-vos aqui uma lista infindável de pessoas assim, mas ai, não teria espaço nem tempo para acabar este texto(que não tenho vontade de escrever), porque as minhas mãos estão secas.
Secas e sem reacção ao tic tac das teclas de um computador, onde agora deposito este pequeno texto, que vou escrevendo à medida que a minha inspiração mo vai permitindo.
Sinto me cansado, sinto me agoniado com tanta secura. Mas não tenho vagar, ou melhor dizendo, paciência para me levantar e por fim a esta secura, que me enche a garganta e me preenche o peito, que tento encher penosamente de ar.
Secura é esta vida, onde vivo e não vivo. Onde não sei se hoje tenho amigos e se amanha, alguém me fechará a porta. Secura, é saber que agora me encontro num sitio onde a chuva não me molha, mas amanha, não sei se encontrarei abrigo e se a chuva me vai molhar. Quem me dera que me molhasse, quem me dera que a chuva fosse esse milagre que tantos anseiam em certas épocas do ano. Quem me dera que a chuva me lavasse a alma, e viesse por fim a esta secura.
Não aguento mais esta agonia na garganta. Tenho que fazer o esforço, tenho que finalizar a preguiça que se instalou em mim, e ir finalmente buscar a água que acabara com este transtorno que me agonia.
Acho melhor parar, simplesmente parar de tentar compreender o que faço ou não de errado. Porque por vezes, acabo por errar e não saber, e não errar e acabar por ceder e pedir desculpa. E isto acabará por tornar seco, o meu pensamento do mundo. E isso é coisa que não quero. 
Não quero perder a visão do mundo, não quero ser consumido pelo erro, pela constante busca pelas explicações que nunca chegarão a vir, nem viver na incerteza de ter ou não deixado de aproveitar a vida, por pensar nesses erros. Isso sim, tornar me à seco. Seco e desprezível como as miseras criaturas que neste texto mencionei.

Acabar com a secura da vida, é não esperar pela água, que não vêm se não nos mover mos. Acabar com a secura da vida é buscar essa agua, que porá fim à agonia, ao cansaço e ao desespero.

Edward Sarmento

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Amo-te


Amo-te quando em largo, alto e profundo
Minha alma alcança quando, transportada
Sente, alongando os olhos deste mundo
Os fins do ser, a graça entressonhada.

Amo-te em cada dia, hora e segundo:

à luz do sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não podem nada.

Amo-te com o doer das velhas penas,

Com sorrisos, com lágrimas de prece,
e a fé da minha infância, ingênua e forte.

Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E assim Deus o quisesse,
Ainda mais te amarei depois da morte.